sexta-feira, 1 de outubro de 2010

E no ônibus...

Gente! Hoje é sexta feira!!!! O dia mais lindo da semana! E pra não deixar esse dia passar em branco resolvi fazer um post novo aqui nesse humilde lugar!


Ontem, quando estava voltando do serviço pra minha humilde casinha, presenciei uma situação que me fez refletir durante toda a noite.... como eu sabia que não ia sossegar enquanto não compartilhasse isso com alguém, eis que surgiu um novo texto para o blog!


O episódio foi o seguinte:
Eu estava dentro do ônibus e em uma das paradas entrou um rapaz (que deveria ter por volta de uns 26, 27 anos) que era deficiente.. ele não conseguia falar direito, mas ficava tentando conversar com as pessoas e como não conseguia acho que cuspia sem querer sabe?!


Bom.. a princípio ele estava sentado lá na frente do lado de uma moça, que se levantou sem falar nada e sentou em outro lugar. Depois o rapaz foi lá pro fundo do ônibus (mais uma vez em uma tentativa frustrada de tentar se comunicar) e a outra moça que estava sentada do lado dele se levantou e sentou em outro lugar. Prosseguimos a viagem e o rapaz lá, ainda na tentativa de tentar se comunicar com alguém.


De repente, em meio àquele silêncio que estava o ônibus (acreditem dava pra ouvir um mosquito voando de tanto silêncio) um cara começa a gritar (parecendo um louco) "EU JÁ FALEI PRA VC PARAR DE CUSPIR EM MIM, VC NÃO TÁ ME OUVINDO NÃO?" e a gritaria prosseguiu. Todo mundo do ônibus começou a olhar pra ver o que estava acontecendo... quando sem mais nem menos o cara dá sinal pro ônibus parar e quando o motorista o faz, ele pega o rapaz (deficiente) e joga pro fora do ônibus... não gente, entendam bem, ele não desceu o rapaz simplesmente... ele JOGOU, literalmente jogou o rapaz pra fora do ônibus e lá fora o arrastou no meio da terra.


Os passageiros revoltados foram pra cima do cara começaram a chamar ele de louco, perguntaram se ele não percebeu que o rapaz era deficiente... e foi aquela confusão.


Uma das pessoas que estavam no ônibus foi lá fora ajudou o rapaz a se levantar e a se limpar e o colocou pra dentro do ônibus.


O fim da história... algumas pessoas levaram o louco pra delegacia... e aí eu não sei mais o que aconteceu.


Diante dessa situação, me surgiram alguns questionamentos: como será que eu reagiria se estivesse naquela situação? será que eu teria a paciência que faltou naquele cara? porque muitas vezes nós preferimos nos esquivar de uma situação como essa do que oferecer ajuda?


Fico imaginando quantas vezes nós, até mesmo inconscientemente, nos "vangloriamos" porque não temos esse tipo de atitude brutal, mas desdenhamos dessas pessoas, não somos capazes de oferecer ajuda quando vemos que elas precisam, ao contrário disso, preferimos dar as costas e fingir que não vimos e que a pessoa nem está ali.


O que nos falta (e me incluo nessa também, porque depois do acontecido de ontem estou revendo meus conceitos) é um pouco mais de humanidade; o que nos falta é, por um minuto apenas, nos colocarmos no lugar dessas pessoas; o que nos falta é pararmos de olhar somente pro nosso umbigo e perceber que o MÍNIMO que façamos faz uma diferença ENORME na vida de algumas pessoas.


Quem sabe quando isso acontecer, algumas coisas realmente comecem a mudar na nossa sociedade.


Boa sexta a todos vocês!!!

1 comentários:

Filyppe Saraiva disse...

É imprescindível que percebamos, o mais rápido possível, que todos somos um só, todos somos iguais, independentes das habilidades que possuímos ou dos sonhos que temos.
Esta falta de humanidade é fruto do descaso, gerado pela indiferença a qual nos acostumamos com o correr dos anos, das décadas, dos séculos.
O ser humano tende a inferiorizar as pessoas que não lhe são IGUAIS. Somos uma raça de exclusores.
Nos agrupamos para excluir, conquistar, derrotar os mais fracos e é justamente por isso que estamos condenados a nos agredir, enfrentar, ofender e humilhar. É por isso que costumamos ouvir "a vida é dura". A vida é dura porque nós vivemos num ciclo. O que eu faço, volta pra mim. Assim sempre foi e sempre será.

Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, que é amor... mas abandonamos esse espelho há tempos. E como diz Renato Russo, "há tempos, nem os anjos tem, ao certo, a medida da maldade..."

Força e fé para todos nós!

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